Uma página de produto que eu atendo levava de 3 a 5 segundos para ficar interativa, e o cliente já reclamava de carrinho abandonado. Troquei um script de terceiro que vinha de uma CDN externa por uma cópia hospedada no próprio servidor — o tempo daquela requisição caiu de 500ms para 100ms, 5 vezes mais rápido, sem mudar uma linha da lógica do script.
O suspeito errado
O primeiro palpite foi imagem pesada ou consulta lenta no banco — a página tinha fotos de produto e um catálogo grande, então parecia óbvio. Não era nada disso. Rodei o Lighthouse e, no relatório, a requisição que mais atrasava o tempo até a página ficar interativa era uma biblioteca JS minificada, carregada de uma CDN externa. A CDN, que devia acelerar o carregamento, era o próprio gargalo — e eu só enxerguei isso porque medi, não porque adivinhei.
Por que hospedar local ganhou
Faz sentido a CDN existir — mas nem sempre ela ganha da hospedagem local, e o motivo está em como o navegador abre conexões:
NA PRÁTICA
O argumento clássico a favor da CDN era o cache compartilhado: o mesmo arquivo, baixado uma vez, servindo vários sites diferentes. Hoje os navegadores particionam o cache por origem — cada site baixa o arquivo de novo, mesmo que outro site já tenha carregado o mesmo script minutos antes. Esse argumento não vale mais na prática.
Como medir: Lighthouse pelo terminal
A extensão do Chrome funciona, mas rodar o Lighthouse pelo terminal permite automatizar: uma pasta com um relatório por página, direto do CI ou de um script local. O relatório mostra a árvore de requisições no caminho crítico, ordenada por impacto. Foi ali que a CDN apareceu no topo — não porque eu suspeitava dela, mas porque o número não mentia.
A correção em 5 passos
Quando a CDN ainda faz sentido
Hospedar local não é regra sem exceção. A CDN ainda vale quando:
Fora esses dois casos, hospedar local costuma ganhar hoje em dia. Testar é mais barato que supor — antes de aceitar que "todo mundo usa CDN, então funciona", rode o Lighthouse na sua página e veja o que realmente está no caminho crítico.